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Inclusão deles ou de nós?

Imagine:

Você entra em uma sala de aula com mais ou menos quarenta alunos, ao sentar na mesa do professor, você vê uma aluna chamando outro aluno de retardado. A sua primeira reação é de indignação, e em seguida se vê que o aluno ofendido é uma aluno com necessidades especais. Mas em seguida ela xinga ela com diversos palavrões que até eu mesmo desconhecia.

Esse cenário de violência verbal, vem se tornando cada vez mais comum em escolas da rede pública, são diversas salas que tem entre um a dois portadores de necessidades especiais. Hoje os alunos não criam nem respeito nem para consigo mesmo, imagine para outros, e que ainda apresentar realmente alguma diferença.
Apesar que diversos alunos especiais, não são previamente preparados para ingressar na rede de ensino regular, eles meio que caem de surpresa na aula, e derrepente você se depara com essa situação acima.
E sem contar que nem os alunos e muito menos os professores realmente estão preparados para tal convívio e aprendizagem, do âmbito dos alunos, deve-se ao desinteresse de alguns terem uma formação familiar que dê a base para o respeito. Para o âmbito dos professores, se dá na falta de estrutura governamental em fornecer profissionais com desempenho e competência para com alunos especiais. Seria de estrema ajuda se em cada escola houvesse, um profissional que pudesse coordenar os professores com os alunos especiais, é claro que também dependo do professor, para a formação do aluno especial, mais ainda lhe falta instrução para tal reação e considerando que cada escola é uma reação diferente, cada aluno é diferente, por isso se dá necessidade de tal apoio.

EJA - Ensino de Jovens e Adultos - Supletivo

Certamente 10 entre 10 professores, dirão que o Eja(Ensino de jovens e adultos, conhecido também por supletivo) é a melhor opção para se dar uma aula, pois aqueles que estão lá, estão porque querem, estes por sua vez, já estão cansados de um longo dia de trabalho, e esperam na escola obter algum conhecimento necessário e vão em busca do titulo de formado.

Porém, é claro no Eja eles costumam reclamar mais a respeito de aulas pois se o professor passa somente uma explicação, para eles é inútil, se não há matéria escrita, e isso gera um questão muito intrigante. Agora vamos entender esse ciclo.

todo professor gosta da atenção e calmaria que um supletivo pode oferecer, para isso, ele tem que cumprir com as exigências dos alunos, e a exigência destes, são: matéria na lousa, explicação e atividades, para então poder passar para outra matéria aonde tenha texto na lousa, explicação e atividades e por assim em diante. É um fato. por que? Entrei diversas vezes em uma sala de aula do supletivo e usei uma das minhas "metodologias" de ensino, e percebi que você só consegue atingir até um ponto nos interesses deles. Por exemplo: em um supletivo, certa vez fui explicar a questão de senso comum e senso crítico, com uma dinâmica e só referencias escritas na lousa, nada de material para eles, era pra que eles desenvolvessem o conceito, porém estes ficaram me observando, quietos em seus lugares, aonde no máximo dois ou três alunos contribuíram, ninguém mais. Mas em outra aula, entrei na sala e passei um texto enorme na lousa (era duas aulas) e todos copiaram, sem nenhum questionamento. Noutra aula, passei um texto pequeno, e comecei a explica-lo no começo todos me observavam atentamente, porém com uma expressão de desinteresse, quando um aluno comentou algo a respeito da minha explicação, o que levou a conversa a se desviar e entrar em um tema que não tinha nada a ver com o texto ou a matéria.
Ou seja, concordaria em dizer que a culpa seria minha, pois minha aula não teria o atrativo necessário para eles, porém isso aconteceu em todas as outras salas de supletivo.

Então o que concluo, desta situação. Os alunos de Eja, são condicionados (por sua criação, cultura, ponto de vista) que a aula é algo totalmente técnico, coisa que acontecia realmente a uns 20, 30, 40 anos atrás, e muitos professores hoje da rede estadual, tem esse mesmo conceito, porque eles também vieram deste tempo, vivenciaram esta situação. O que gera neles a forma ideal de se dar uma aula, e quando um destes professores se depara com uma sala do ensino médio, aonde os alunos são hiper-ativos, e tem uma visão totalmente diferente do que é uma aula, Os conceitos entram em choque, pois a visão de sossego do eja como aula ideal, se quebra, vendo um monte de alunos pulando para lá e para cá literalmente.
Isso faz com que o professor, se sinta em uma situação de desinteresse dos alunos mais jovens, sabemos que eles não são anjinhos e nem nada, que muitos pais acreditam que a escola deve educa-los, que muitos tem problemas e levam-os para a escola. Mas depois que assisti o filme escola da vida, decidi mudar minha metodologia de ensino com os alunos, ter um entrosamento maior com eles de uma forma a me envolver, para que os alunos também percebam que eu estou ali da mesma maneira que eles, tal técnica que não consigo usar com os alunos de eja, exatamente por falta desta hiper-atividade que estes não tem.

Não que eu esteja criticando o supletivo, mais sim mostrando que está condição leva a criar dois tipos de professores e alunos, os professores/alunos - tradicionais, e os professores/alunos modernos. Não que os alunos e professores tradicionais não estejam atualizados, pois existem alunos novos que tem a visão de escola como algo tradicional. Mais é necessário observar este carater muito especifico para conseguir o melhor rendimento das aulas.

Vivendo e Aprendendo

Vivendo e Aprendendo é assim que se conquista o conhecimento.

Ontem assisti um filme que mudou meu conceito de pensar sobre como ser um professor. Acho que vi no filme de uma maneira que eu sempre quis agir. Fugindo desse padrão de passar lição na lousa, explicar, e passar atividades.
Sei que existem diversas metodologias diferentes, porém sempre somos de alguma forma condicionados a agir de um certo modo assim. Mas está metodologia, é muito mais interessante, bem é muito mais complicado também.

Quando criei este blog, na verdade o nome foi baseado neste mesmo filme, porém, não havia assistido ele ainda. mais sabia por cima sobre o se enredo.

Mais creio o que o filme seja muito mais interessante do que somente um enredo, o importante é que ele se torna uma ótima referência para professores, mostra exatamente como é vital montar uma aula de interesse dos alunos, para então modificar o ambiente ao seu redor, e assim criando um clima agradável de aprendizado.

sei que quanto mais entramos em uma sala de aula do estado fica mais difícil praticar estes atos, eu sei, sou professor eventual. Porém, hoje eu comecei uma batalha totalmente diferente da qual eu estava travando, a batalha de me divertir. Não entendam errado, não quer dizer que não irei mais ensinar os alunos, pelo contrario eles irão aprender junto comigo, e da melhor maneira possível, aprendendo.
Tive uma ideia semelhante a um tempo atraz, queria fazer um curso de artes para poder dar uma aula totalmente diferenciada, com maquiagem no rosto, jogos de tabuleiro, fantasias totalmente extravagantes. Esse seria a minha maneira de dar aula, e seria por ela que eu seria lembrado e conseguiria ensinar ao aluno, mais vi que não é pra tanto, não se precisa chegar a tanto, posso fazer isso agora mesmo, com o que eu tenho.

Sei que talvez isso não interesse a alguns, e talvez incentive outros, porém o importante é tentar.
:D
E a respeito do filme ele se chama Escola da vida, de 2005 - muito bom, recomendo a todos, principalmente aos professores. Estarei postando algo referente ao filme logo logo.

Estudar pra que?

Me pergunto o motivo que leva aos alunos a irem para escola, inicialmente acreditava que seria por busca de conhecimento. Mais como essa história não cola já a uns 10 anos, hoje o aluno só vai a escola por dois motivos.

Primeiro, é porque os pais dele o obrigam, e se não forem entram na cinta, no chinelo, no marmelo, no cabo-de-aço, em geral qualquer uma destas coisas que machucariam muito.
E o segundo, é porque não tem mais nada o que fazer. E consideram a escola terra sem lei.(comento isso depois em outro post)

Exatamente isso. por exemplo. veja um caso que aconteceu ano passado em uma das escolas da qual trabalhei.

Tinha a suposta aluna, que não parava em sala, ficava de um lado para outro, e detalhe com sempre com um menino diferente, segundo detalhe, era uma menina da 8º série.
sempre encrenqueira e tudo mais, um dia seus pais foram chamados a escola, e a mãe foi.
chegando lá, a coordenadora, explicou toda a situação para a mãe, que está ficou extremamente furiosa, com a coordenadora, para ela era um absurdo que sua filhe se envolvesse com os meninos da maneira que a coordenadora avia dito.

Passado isso, a mãe se poz a ir indignada para casam e a aluna, a ficar na escola para estudar.
Não se passou uma hora da saida da mãe da escola, a menina já havia cabulado, e estava se "envolvendo", (não gostaria de dizer palavras de baixo escalão como se esfregar, ou coisa semelhante :P ) com outro aluno, após isso chamaram a mãe, e está pegou sua filha em flagrante.

Após um corretivo, a mãe a colocou dentro de sala de aula a base dos tabefes.

Hoje, qual a situação da Aluna? Teve o que merecia e aprendeu a sua lição?

Que nada, deve estar grávida!

Bons tempos, e nem sempre boas coisas.

Me lembro do meu primeiro dia de aula como professor.



Meio nervoso, meio sem jeito e com mais de 40 alunos em sala, o receio de ter um daqueles alunos que te corrigi em sala, ou se tivesse algum assunto que não conhecesse o suficiente para instrui-los. Mas após os cinco primeiro minutos, e meia dúzia de palavras gaguejadas, percebi, que aquele seria o destino. Três eram os alunos que estavam "tentando" prestar atenção na minha aula. os outros mais de 40, estavam, conversando, discutindo, ouvindo musica e atacando papelzinhos uns nos outros (clássico), diferente da maioria dos filmes, não aconteceu algo que eles ficassem quietos e começassem a prestar atenção em min.

A partir deste dia, essas acontecimentos se repetiram, uma atraz da outra. Até se tornar, um habito vê-los sendo assim.
Não tenho muito do que reclamar, fui um aluno "barulhento" também, porém, de pouco tempo que sai da escola, a qualidade de respeito, caiu ainda mais. Mas explicarei isso em meus próximos posts.


O que me surpreende, é que a partir desse dia, vi uma situação deplorável, em um circulo vicioso, de forma a se degenerar mais e mais. Vi alunos que não tinham educação e desrespeitavam o professor ( vejam bem, em uma escola é normal o aluno por a sua opinião e debater sobre assuntos de seu interesse, afinal isso é vital, porém, a discussão destes alunos hoje, se engloba em insultos e até mesmo ameaças, o que torna a situação mais delicada para se lidar), Vi professores cansados de suas condições de trabalho e assim sem mais esperanças nesta função, então agem de forma a menos se prejudicarem, sendo assim, um professor desinteressado desiste de querer ensinar um aluno, indiferente de quantos sejam, pois ele se põe em uma espécie de defensiva, para não se machucar, ele não se envolve e isso prejudica os alunos. Vi famílias que não tem infro-estrutura seja ela social ou financeira, são pais que trabalham o dia inteiro, esquecem ou não tem tempo para cuidar de seus próprios filhos e esperam que a escola vá educa-los (educação informal é diferente de educação formal). E vi também um estado que não dá a infro-estrutura para nenhuma das partes ( professores, pais e alunos), seja ela por causa do ideal de que pessoas sem instrução não lutam por seus direitos, ou por que nós, escolhemos os nossos lideres errados, seja lá qual for, não há.
E depois de tudo isso, eu vi um circulo vicioso, que o aluno diz que a culpa é do pai, o pai diz que a culpa é do professor, o professor diz que é a culpa do estado, e o estado diz que é a culpa de ambos, tanto pais como professores.

Essa é a situação de uma rede degenerada da Educação atualmente.

E após o meu primeiro dia de aula, eu percebi, o covil de lobos na qual eu entrei.

(In)Adimiravel Mundo novo!...

Boa Noite. Meu nome é Michael. Sou professor de Filosofia, mas hoje estou dando aula de Matemática.

E foi assim que decidi criar este blog.

Inúmeras vezes entrei em sala de aula e disse para min mesmo essas mesmas frases, alterando sempre a ultima matéria.

Hoje em dia, todo mundo tem o costume de dizer, a educação brasileira é um lixo; os professores não são preparados; o governo não dá educação e etc. Porém, são poucos aqueles que tem uma idéia do que é verdade ( meio platônico), do que realmente acontece dentro das paredes de uma escola, como são as práticas pedagógicas, educacionais e sociais dentro e fora da escola.

A partir dai então decidi eu com os meus botões, a estudar essa situação, e descrever como ela realmente é.

Já deixo claro que não tenho intenção de ridicularizar nenhum dos professores, nem mesmo manchar (mais) a imagem da escola. Mais sim desmistificar esse senso comum ( essa opinião ridícula do povo) de como é a educação brasileira, mostrando sua verdadeira face, seja ela boa ou ruim. Com bom humor e sinceridade.

Então algum cidadão em casa, lê o post e pergunta, mais qual a intenção de criar um blog de professor eventual? E é então que eu respondo que é a melhor idéia de como dizer a respeito da escola, não pelo fato de eu ser um professor eventual ( que atua em duas escolas) mas pelo fato de ser realmente o meio termo da moeda. Para entender isso, é necessário saber um mínimo sobre a minha vida, não que eu queria expor ela, mais que será necessário.

Sou um rapaz de 22 anos, tenho uma filha e atualmente sou estudante do 3º ano de filosofia, de um curso a distância ( sim a distância). Vejam o porque da necessidade destas informações.
Pelo fato de ser um rapaz de 22 anos, sai recentemente da escola publica, aonde me formei ( logo não direi que fui um excelente aluno), o fato de ter uma filha o que me diz respeito que tenho obrigações tanto com ela quanto a mãe dela. E por ultimo cursando o ultimo ano da faculdade, logo não estou escrevendo as besteiras de uma pessoa que entrou na escola ontem.

Essas informações são necessárias para saber o seguinte.
1º sou um rapaz, com vontade de curtir a vida e tudo mais ( logo sei boa parte como os alunos pensam).
2º sou pai, com uma responsabilidade sem tamanho para com a minha filha. ( logo sei como um pai sente e pensa)
3º sou quase formado, com conhecimento suficiente para ministrar aulas. (logo entendo como os professores são)
4º sou Professor Eventual. Ou seja, estou exatamente o meio de tudo isso. (Digamos que eu consiga ver todos os três pontos anteriores juntos)

E sendo assim, mostrarei para você que estiver interessado em saber como é a educação brasileira, em escolas publicas.

Mas não terei como objetivo somente mostrar a crise escolar, também trarei noticias sobre concursos publicos para professores, assim como dicas para os pais a respeito de educação, e uma boas verdades entre colegios e as escolas públicas.
Assim como novidades, relacionadas a escolas, e educação em geral.

Ps. Mostrarei a real, indiferente se isso irá chocá-los ou não, se irá chateá-los ou não.

Obrigado pela atenção. Até a próxima aula.